O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.
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Resenha:
Khaled Hosseini nasceu no Cabul, capital do Afeganistão, se formou em Medicina nos Estados Unidos e passou 27 anos sem visitar seu país. Quando estavam na França, seu pai trabalhava na embaixada, o Afeganistão sofreu um golpe comunista e eles não puderam voltar ao país, perdendo assim todos os bens que lá possuíam. Ficaram asilados nos Estados Unidos, onde constituiu família. O Caçador de Pipas é seu romance de estreia, e só nos Estados Unidos vendeu 4 milhões de cópias. Também é o autor de A Cidade do Sol.
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O Caçador de Pipas é o diário de Amir. Nele encontramos relatos desde a sua infância até sua vida adulta. Também vemos a descrição de um país antes e depois da invasão soviética e observamos as consequências desse golpe, coisa que o autor também passou na vida real. O livro também relata a história de amizade entre dois garotos afegãos, tão diferentes, com personalidades tão opostas, mas que são unidos por um segredo, que Amir só virá a descobrir em sua fase adulta.
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O livro é narrado em 1ª pessoa, quem nos apresenta a história é Amir, que é o personagem principal da narrativa. O livro é bem estruturado, com capítulos bem divididos, em forma de diário, muito descritivo e com muitas palavras no idioma local, o que confunde um pouco o leitor.
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Tudo começa no Afeganistão e com dois amigos, Amir e Hassan. Hassan é um menino doce, com um pequeno defeito de nascença, lábio leporino, e que é a fidelidade encarnada. Amir já é o oposto, um menino que gosta de ler e de se aproveitar disso para humilhar o amigo, é o filho do patrão do pai de Hassan. Os dois meninos têm um hobby em comum, adoram soltar pipas. Amir é o menino que empina as pipas e Hassan seu assistente. Hassan tem um talento especial, ele sabe exatamente a direção para onde as pipas cortadas irão cair.
Durante o campeonato de pipas, a dupla ganha a competição, e para isso Hassan promete trazer para Amir a pipa que ele cortou e que garantiu sua vitória. Nesse evento Hassan é vítima de uma emboscada e é cruelmente atacado. Amir assiste tudo e além de não ajudar o amigo, ainda forja o roubo de um bem de seu pai, fazendo com que o pai de Hassan resolva pedir demissão da casa, levando consigo o menino.
Apesar de tudo isso, Hassam foi capaz de perdoar o amigo, ao contrário de Amir, que nunca se perdoou pelas atitudes que tomou na infância. A história muda completamente com a oportunidade de redenção de Amir, que agora morando nos Estados Unidos, fugido do golpe, precisa voltar para o Afeganistão.
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Fico imaginando como o autor conseguiu criar um personagem tão repugnante quanto esse Amir. Primeiro eu vi o filme e depois li o livro, acredito que já estava contaminada pelas primeiras impressões. O livro é bom, mas como tantos outros, cheios de detalhes supérfulos. Aconselho ler o livro antes de ver o filme, caso contrário terá vontade de parar de ler antes do final.
Entretanto, o livro tem seu mérito, e não vendeu tantas cópias a toa. Recomendo que leiam e tirem suas conclusões.
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